De Monteverdi ao Século XXI: A Grandiosa Temporada 2026-2027 do La Scala

 

Treze títulos líricos integram a temporada de 2026-2027 do Teatro Scala de Milão




                            Escrito por Marco Antonio Seta




                          Interior da sala de espetáculos do Teatro alla Scala de Milão

Treze títulos operísticos, abrangendo um arco temporal que se estende do final do século XVII até uma obra composta em 1987, integram a ambiciosa temporada 2026-2027 do Teatro alla Scala de Milão. A programação reúne alguns dos maiores marcos da história da ópera, combinando tradição, redescobertas e novas perspectivas cênicas e musicais.

A temporada assume um significado especial por marcar o início da gestão de Myung-Whun Chung como Diretor Musical do lendário teatro milanês. Entre os destaques, três óperas serão apresentadas pela primeira vez no palco do La Scala, enquanto quatro maestros e quatro encenadores farão sua estreia na casa. Todas as apresentações tem a participação da Orquestra e do Coro del Teatro alla Scala de Milão .



A abertura da temporada ficará a cargo de Otello, de Verdi, em uma nova produção assinada por Damiano Michieletto, reunindo Brian Jagde, Eleonora Buratto e Luca Salsi nos principais papéis. A seguir, apresentamos as óperas que compõem a temporada, as datas  e os artistas que darão vida a cada uma dessas produções.  

Otello, de G. Verdi - de 07 de dezembro 2026 a 05 de janeiro de 2027;

Os Pescadores de Pérolas, de G. Bizet - de 22/1 a 07/2/ 2027;



                          O tenor Dimitry Korchak será Nadir em "Os Pescadores de Pérolas"

Don Giovanni, de W. A. Mozart - de 03 a 28 de fevereiro de 2027;

La Bohème, de G. Puccini - de 16/2 a 07/3 de 2027;

Anna Bolena, de G. Donizetti - de 30/3 a 16/4/2027;

The Rake's Progress, de Stravinsky - de 17 a 30/4/2027; 

                               

                                      o soprano coloratura  Adela Zaharia estará em Don Giovanni

Macbeth, de G. Verdi - de 04 a 22/5/2027;

Don Quichotte, de J. Massenet - de 23/5 a 14/6/2027;

I Puritani, de V. Bellini - de 15/6 a 01/7/2027;

Nixon in China, de Adans - de 26/6 a 13/7/2027;

Leonora, de Ferdinando Paër - de 11 a 26/9/2027;

Il Barbiere di Siviglia, de G. Rossini - de 02 a 29/10/2027;

Dido and Eneas, de Henry Purcell - de 26/10 a 16/11/2027.


Maestros Regentes: Myung-Whun Chung -  Riccardo Chailly -  Giulio Citona - Daniel Oren  - Roland Boer - Bertrand de Billy - Gianluca Capuano - Francesco Ivan Ciampa - Thomas Guggeis -  Fabio Luisi - Kent Nagano - Henrik Nánási - 

Sopranos e Mezzo-Sopranos: Janice Barton - Anastasia Bertoli - Sarah Blanc - Eleonora Buratto  - Vasiliva Berzhanokaya - Carolina López Moreno - Renée Fleming - Serena Gamberoni - Mara Gaudenzi - Roberta Mantegna - Rebecca Nelsen - Mélissa Petit - Natascha Petrinsky -  Olga Peretyako - Marta Torbidoni - Adela Zaharia

Tenores: Arsen Sohomenyan - Brian Jagde - Juan Diego Flores - Juan Francisco Gatell - Andrew Harris -  -Paolo Antognetti -  Alfred Kim - Dimitry Korshak - Francesco Melli - Antonio Poli - Stéfan Pop - Galeano Salar - Jack Swanson .

Barítonos, Bassos-Baritonos e Baixos : Luca Salsi - Igor Golovatenko - Luca Micheletti - David Luciano - Gianluca Buratto - Alex Sposito - David Luciano - Vittorio De Campo - Mattia Olivieri - Giorgio Monoshvili - Thomas Hampson - Boris Pinkhasovich - Huanhong Li - Omar Montanari- René Pape - Lodovico Filippo Ravizza - Marco Filippo Romano - Fabián Velóz. 




Carolina López Moreno  (Mimi)


Luca Salsi (baritono) 

                                                                Gianluca Buratto (baixo cantante)




                                  

                                            Huanhong Li,  jovem baixo (basso) chinês 



                                                    
 René Pape, baixo alemão,  é um dos cantores que se destacam nas grandes produções dos maiores teatros líricos. 

Comentários

Ferdinando Agostinelli disse…
Grandíssima temporada para todos os gostos. Exemplo para o nosso Teatro Municipal, agora felizmente livre da Sustenidos, que acabou com a ópera em São Paulo. Lamentável !