BRAHMS, ENTRE O CONSOL0 E A HUMANIDADE: OSESP APRESENTA O MONUMENTAL “RÉQUIEM ALEMÃO” NA SALA SÃO PAULO
Sob regência de Dinis Sousa, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo reúne grandes forças corais e os solistas Louise Foor e Vitor Bispo em uma interpretação da obra-prima humanista de Johannes Brahms, em diálogo com a espiritualidade contemporânea de Wolfgang Rihm
Escrito por Marco Antônio Seta
Johannes Brahms ( Hamburgo, 1833 - Viena, 1897 )
“Brahms não era religioso, no sentido estrito do termo. Mas aprovava a ética cristã como um conjunto de regras de comportamento e tinha um profundo respeito pela literatura bíblica, cujas imagens organizou de modo a celebrar muito mais o amor pela vida do que o medo da morte e o sentimento religioso convencional de que a redenção vem através do sofrimento. Tanto que, a Carl Reinthaler, o organista da catedral de Bremen que o ajudou a preparar a estreia da obra, ele contou que chegara a pensar em intitulá-la Um Réquiem para a Humanidade.” A observação do musicólogo Lauro Machado Coelho sintetiza com rara precisão o espírito humanista de “Um réquiem alemão”, de Johannes Brahms, obra monumental que será interpretada esta semana pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, pelo Coro da Osesp e pelo Coro Contemporâneo de Campinas, na Sala São Paulo.
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